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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Abaixo Assinado: Asilo político para Julian Assange no Brasil

Recentemente em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Julian Assange declarou não apenas que tem estudado ampliar as operações do WikiLeaks no Brasil como ficaria agradecido caso nosso país lhe oferecesse asilo político. Afirma que a posição do presidente Lula sobre o tema foi corajosa e que espera a mesma postura da presidente eleita, Dilma Rousseff endossando que o Brasil é grande o suficiente para ser independente da pressão dos EUA. Para não entrar em muitos detalhes, se trata da acusação de prática de sexo consensual sem o uso de preservativos, criminosamente referida como “estupro”.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Brasil aos olhos dos EUA

Segundo um telegrama enviado em janeiro de 2009 por Cliford Sobel a Washington, Lula estaria dando mais ênfase à "independência" no controle de armamentos do que ao "uso eficiente dos recursos nacionais" (aquela velha história da corrupção), e que o governo brasileiro estaria dando prioridade à alianças com nações que estão dispostas à transferir tecnologia militar.

"A formação socialista do PT fica evidente nos projetos de engenharia social, e persistência no serviço militar obrigatório, mas se contrapõe no estado precário de suas forças armadas em prejuízo de uma defesa realmente eficaz."

Wikileaks: documentos revelam que Itamaraty é considerado inimigo da política dos EUA

Mensagens confidenciais reveladas pelo grupo ativista Wikileaks, mostram que o governo norte-americano considera o MRE (Ministério das Relações Exteriores) do Brasil um adversário que adota uma “inclinação antinorte-americana”.
Os telegramas também mostram que, para os EUA, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, é um aliado, em contraposição ao Itamaraty. Jobim, é elogiado e descrito como “talvez um dos mais confiáveis líderes no Brasil”.
Em documento enviado no dia 25 de janeiro de 2008, o então embaixador norte-americano em Brasília, Clifford Sobel, relata aos seus superiores como havia sido um almoço com Jobim dias antes. No encontro, o ministro brasileiro teria contribuido para reforçar a imagem negativa do MRE frente aos norte-americanos.

terça-feira, 8 de março de 2011

Mohamed Bouazizi

Não teve pra Lula nem pra Obama, o Nobel da Paz por ter feito nada. Também foi bem longe de Dilma, e não ele não é o "anticristo". O maior herói e mais importante personagem de 2010 foi um vendedor de frutas, ambulante e sem licença, natural de Sidi Bouzid, no interior da Tunísia. Chamava-se Mohamed Bouazizi e tinha 26 anos quando morreu.
Bouazizi mostrou que dar sua vida pela alheia pode mesmo dar resultados, é bem certo que não foi ele que inventou essa "moda" (houveram mais 12 casos registrados no Egito), mas como sempre impressionou. No Vietnã de 1963, Thích Quảng Đức desceu do convento e, com toda a calma que se espera de um monge budista, imolou-se na praça mais movimentada de Saigon. Kennedy admitiu que a imagem daquele corpo se consumindo abalou o mundo. Na Tchecoslováquia de 1969, Jan Palach, estudante de filosofia, escolheu que sua existência não passaria dos 21 anos. De que valia viver sob o jugo soviético?

domingo, 6 de março de 2011

Créditos

O despertar árabe trouxe a tona alguns personagens anônimos e a necessidade de um novo feriado que registre o instante do fim da velha era dos ditadores e do surgimento de um crescente exército de jovens. O ditador que sobreviver pode entrar na categoria de grandes criminosos políticos da história contemporânea.
Após 42 anos no poder, Muammar Kadafi uniu-se aos piores de todos. Kim Il-Sung (Coreia do Norte) chegou a 46 anos, Saddam Hussein (Iraque) apenas a 35. Mubarak (Egito) somou 32 anos na escala dos ditadores; Sékou Touré (Guiné) aos 26, o mesmo que Franco (Espanha) e Salazar (Portugal). Nesta escala, os raquíticos 10 anos de Tony Blair reduzem substancialmente seu status de criminoso de guerra, um homem ao qual se poderia permitir uma vila de luxo em Sharm el-Sheij (que era onde Cherie, esposa de Blair, gostava de hospedar-se às custas do governo de Mubarak).

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Seguidores de Assange

O escândalo em volta do arresto do fundador do projeto WikiLeaks Julian Assange vai continuando, mas o australiano já tem muitos colaboradores. Na terça- feira surgiu o site BrusselsLeaks.com. Os seus fundadores decidiram concentrar-se na revelação da informação secreta que tem a ver com os funcionários europeus. Os criadores da versão europeia do WikiLeaks, um grupo de antigos funcionários da UE que contam com o apoio de organizações não estatais, de especialistas da mídia e das relações públicas. Mas o BrusselsLeaks é diferente do WikiLeaks: o portal não vai publicar materiais por si mesmo, mas vai verificar a sua autenticidade e dirigí-los à mídia, o site já começou a oferecer às pessoas informações sobre a atividade dos funcionários.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

"Estuprada" por Assange seria colaboradora da CIA

Anna Ardin
A cidadã cubana que acusa o jornalista australiano Julian Assange, fundador do Wikileaks, de “crimes sexuais” na Suécia foi apontada como “colaboradora” da CIA e teria planejado o caso, segundo a rede de TV venezuelana TeleSur. No início do ano, ela mesma divulgou em seu blog um “guia para se vingar” de alguém usando denúncias de abusos sexuais.
De acordo com as informações publicadas nesta terça-feira, a cubana Anna Ardin (cujo nome real seria Ana Bernardín) denunciou Assange por “abuso sexual” à polícia sueca, junto à amiga Sophia Wilén.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Chora "Esquerda" a festa acabou


Acabaram-se os festejos da esquerda com os vazamentos do WikiLeaks. O grande mérito do site é que ele é neutro. Mostra os podres de toda a diplomacia mundial e de todas as correntes políticas.

Já saíram coisas sobre o Serra e os tucanos que querem privatizar o Pré-Sal. A hora dos governistas chegará. Alô, políticos com contas na Suíça e paraísos fiscais: tremei!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

EUA e Dilma

A diplomacia dos EUA afirmou em telegrama confidencial que Dilma Rousseff, na época recém-nomeada para a Casa Civil, "organizou três assaltos a bancos" e "planejou o legendário assalto popularmente conhecido como 'roubo ao cofre do Adhemar' " na ditadura.
O telegrama faz parte de um lote de nove documentos obtidos pela WikiLeaks. Não há nenhuma menção à fonte da informação a respeito da atuação atribuída à presidente eleita. Dilma nega ter participado de ações armadas quando militou em organizações de esquerda, nos anos 60.
O processo sobre ela na Justiça Militar descreve de forma diferente sua atuação: "Chefiou greves, assessorou assaltos a bancos". Não é acusada de "organizar" ou "planejar" assaltos. Ela foi condenada por subversão.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Wikileaks


Em meio à toda a polêmica sobre o recente vazamento de documentos oficiais da diplomacia dos EUA, chamou-me a atenção a manifestação do Ministro da Indústria Francês, Eric Besson:
“Essa situação não é aceitável. A França não pode hospedar um site na internet que viola o sigilo das relações diplomáticas e coloca as pessoas em risco.”

sábado, 13 de novembro de 2010

Wikileaks: A vergonha dos EUA exposta

Por Robert FiskThe Independent UK


Só nós poderíamos fingir que não sabíamos. Somente nós, no Ocidente, poderíamos rechaçar cada acusação, cada afirmação contra os norte-americanos ou britânicos, colocando algum digno general – vêm à mente o pavoroso porta-voz militar dos EUA, Mark Kimmitt, e o terrível chefe do Estado Maior, Peter Pace – a nos cercar de mentiras.
Se encontrávamos um homem que tinha sido torturado, nos diziam que era a propaganda terrorista; se descobríamos uma casa cheia de crianças mortas em um ataque aéreo dos EUA, também era propaganda terrorista, ou dano colateral, ou uma simples frase: Nós não temos nenhuma informação sobre isso.